Minhas amigas estão casando e/ou tendo filhos. E isso me abala. Pra mim nós ainda temos 16 anos e freqüentamos o bar proibido por nossos pais. Época em que eu saía e me divertia muito gastando R$10,00.
Eu continuo fazendo prova e falando mal de professor. Não sei comprar desinfetante, nem fazer nenhum prato cool pra impressionar um cara e sou desastrada com minhas (quase inexistentes) finanças.
Eu parei no tempo e me recuso a crescer? Ou todo mundo envelhece se comportando como adolescente, e mesmo assim acha que casar-e-ter-filhos é brincar de casinha?
É medo de ficar sozinho. É vontade de sair da casa dos pais. É egocentrismo de querer um filho pra fazer companhia. É a sensação de segurança de quem se comporta como a maioria. É o amor que mexe com minha cabeça e me deixa assim. Cada um pode achar a resposta que lhe convier.
Segundo minha irmã, 75% as pessoas não casam por amor, mas pra dividir despesas. Segundo minha irmã, ter filhos é uma questão de interesse social, político e econômico e não a decisão de um casal. Ela é radical, mas tem clarividência em certas análises.
domingo, 1 de março de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
5 verdades incontestáveis do Carnaval
- Camisas da velha guarda de escola de samba sempre serão horrorosas (porque misturar brasões com serpentinas coloridas não tem como dar certo)
- Mulher magra não faz sucesso na sapucaí. Pensa bem: Pra mulher desfilar com 300.000kg de penas ela tem que ser estilo melancia pro pessoal na arquibancada conseguir ver a bunda dela.
- Todo mundo imita o cara que canta os votos na apuração de quarta (“Beeeeeija-flor de Nilópolis...deeeez”)
- É piada pagar R$1000 pra ficar em pé, sufocado, em baixo do sol, ouvindo chiclete com banana durante 3 dias seguidos! E tem gente que ri dessa piada, achando que isso tudo é divertido.
- Mulher que nunca dançou o tchã ou é mentirosa ou é aborígene.
- Mulher magra não faz sucesso na sapucaí. Pensa bem: Pra mulher desfilar com 300.000kg de penas ela tem que ser estilo melancia pro pessoal na arquibancada conseguir ver a bunda dela.
- Todo mundo imita o cara que canta os votos na apuração de quarta (“Beeeeeija-flor de Nilópolis...deeeez”)
- É piada pagar R$1000 pra ficar em pé, sufocado, em baixo do sol, ouvindo chiclete com banana durante 3 dias seguidos! E tem gente que ri dessa piada, achando que isso tudo é divertido.
- Mulher que nunca dançou o tchã ou é mentirosa ou é aborígene.
Faça você mesmo
Com essas 7 palavras abaixo se faz um samba-enredo. Em 2 minutos dá pra inventar 3 sambas diferentes (e todos poderiam fazer sucesso).
Natureza – Esplendor – Divinal – Paixão – Terra – Sonho – Sapucaí.
Natureza – Esplendor – Divinal – Paixão – Terra – Sonho – Sapucaí.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Confissões de adolescente
Sempre imaginei quem seriam os autores dessas músicas românticas de sucesso que são cuspidas dos rádios e entram na nossa cabeça sem que a gente possa escolher se quer ou não decorar a letra da música. E acabamos decorando.
Pensava que esses autores eram homens de negócios, que escreviam essas letras pra ganhar dinheiro, com rimas pobres, chavões, palavras simples e sonoras, mais alguns gritos e pronto: você tem uma música de sucesso.
Pra minha surpresa conheci a autora de uma música de sucesso da Vanessa Camargo. Nada do que eu esperava. Era uma menina, uns 16 anos, infantil, cheia de ilusões platônicas, pôsteres de atores e filmes de comédia romântica na parede do quarto.
Talvez um caso isolado, mas real. Palavras pobres saídas da cabeça de uma adolescente-padrão, dessas que se apaixonam ‘profundamente’ por quem nem conhecem e dizem que amam o namorado depois de duas semanas de namoro. Elas acabam colecionando alianças de compromisso, dessas relações que duram 3 meses e resultam em musiquinhas pequenas, que fazem sucesso na boca de outras meninas-padrão que não param pra pensar no que estão ouvindo.
Pensava que esses autores eram homens de negócios, que escreviam essas letras pra ganhar dinheiro, com rimas pobres, chavões, palavras simples e sonoras, mais alguns gritos e pronto: você tem uma música de sucesso.
Pra minha surpresa conheci a autora de uma música de sucesso da Vanessa Camargo. Nada do que eu esperava. Era uma menina, uns 16 anos, infantil, cheia de ilusões platônicas, pôsteres de atores e filmes de comédia romântica na parede do quarto.
Talvez um caso isolado, mas real. Palavras pobres saídas da cabeça de uma adolescente-padrão, dessas que se apaixonam ‘profundamente’ por quem nem conhecem e dizem que amam o namorado depois de duas semanas de namoro. Elas acabam colecionando alianças de compromisso, dessas relações que duram 3 meses e resultam em musiquinhas pequenas, que fazem sucesso na boca de outras meninas-padrão que não param pra pensar no que estão ouvindo.
domingo, 9 de novembro de 2008
Do ofício
Mal sentar pra começar
Faz a sinapse se apressar
Se ela não vem
Na rua está
Gastando mais neurônios
Pra voltar a sentar
Esticando a consciência
A imaginação quer descansar
Mas o tempo não deixa
Acorda pra nunca mais deitar
Tem que ter o dom de adivinhar
O que passa na cabeça do par
Nem sempre dá certo
Mesmo que se saiba como falar
Sem esquecer de sensibilizar
Vai e volta a desligar
E retoma com uma dose
Não dá pra querer parar
Faz a sinapse se apressar
Se ela não vem
Na rua está
Gastando mais neurônios
Pra voltar a sentar
Esticando a consciência
A imaginação quer descansar
Mas o tempo não deixa
Acorda pra nunca mais deitar
Tem que ter o dom de adivinhar
O que passa na cabeça do par
Nem sempre dá certo
Mesmo que se saiba como falar
Sem esquecer de sensibilizar
Vai e volta a desligar
E retoma com uma dose
Não dá pra querer parar
domingo, 19 de outubro de 2008
[ ]
O que faço com essa falta de conteúdo que me obriga a ter conteúdo pra nela conteúdo dar? Essa limpeza que só me lembra que quanto mais as teclas soarem, mas sujo fica o branco, mais forma nele se forma, mais sai de mim pro mundo.
Da linha que pisca gritando “me faz correr”, dos dedos que berram “queremos parar”, da cabeça que sussurra “mal você sabe que ainda nem começou”.
Enquanto eu brigar entre o parar ou recomeçar, se o questionamento existir, suspeito que continuarei sujando o papel, cansando os dedos, ignorando a cabeça.
Da linha que pisca gritando “me faz correr”, dos dedos que berram “queremos parar”, da cabeça que sussurra “mal você sabe que ainda nem começou”.
Enquanto eu brigar entre o parar ou recomeçar, se o questionamento existir, suspeito que continuarei sujando o papel, cansando os dedos, ignorando a cabeça.
...
17:02
E o que é o tic-tac? Eu já nem ouço mais esse barulho. Quantos sons o meu avô ouvia que eu não ouço? Quantos barulhos eu aturo hoje que ele nem imaginava existirem? Deve ser mais ou menos como a visão das abelhas. Elas vêem mais cores do que a gente. Descobri isso quando eu tinha 13 anos. Fiquei uma tarde toda pensando só nisso: Como seria uma outra cor além dessas que eu conheço? Naquele dia comecei a perceber que eu sou ínfimo.
Aos 21 ainda acho que tudo é engraçado. Tudo é bonito. Tudo pode melhorar. Desconfio que essa visão de mundo é como tentar segurar um punhado de areia, que vai se esvaindo aos poucos até que só fica um pouco do que um dia foi, se nos esforçarmos pra que assim seja.
Me incomodo com o tempo. Apesar de às vezes desconfiar que ele não exista. O fim de semana passa rápido e só fui descobrir que os dias de semana são produtivos quando comecei a trabalhar neles. Como eu sei perder tempo. Podia me graduar nisso. A TV ajudou, mas não vou gastar linhas culpando a mídia porque no que é externo é mais fácil enxergar defeitos.
Até a imagem da ampulheta sempre me impressionou, acho hipnótico aquilo, o formato, a areia, a certeza de estar olhando para o tempo passar. Aquilo me mata. É a prisão do tempo. Ao mesmo tempo adoro.
Dormir então, nossa, isso que é perda, por mais que os cientistas digam que é importante, se é pra sonhar prefiro que seja na vida real, no trânsito, no banho, no jantar, no supermercado. É melhor do que ficar só, deitado numa espuma me escondendo do mundo.
17:20
Em 18 minutos, pensei nos barulhos, nas cores, no meu avô, na minha visão de mundo, no tempo e no sono. Como cabe tanto pensamento em pouco tempo. Acho que a melhor coisa é usá-lo assim:
Em dúzias de linhas cheias de intenções, e apesar de pouco talento pra escrever o que se pensa, se faz. O que quer que seja.
E o que é o tic-tac? Eu já nem ouço mais esse barulho. Quantos sons o meu avô ouvia que eu não ouço? Quantos barulhos eu aturo hoje que ele nem imaginava existirem? Deve ser mais ou menos como a visão das abelhas. Elas vêem mais cores do que a gente. Descobri isso quando eu tinha 13 anos. Fiquei uma tarde toda pensando só nisso: Como seria uma outra cor além dessas que eu conheço? Naquele dia comecei a perceber que eu sou ínfimo.
Aos 21 ainda acho que tudo é engraçado. Tudo é bonito. Tudo pode melhorar. Desconfio que essa visão de mundo é como tentar segurar um punhado de areia, que vai se esvaindo aos poucos até que só fica um pouco do que um dia foi, se nos esforçarmos pra que assim seja.
Me incomodo com o tempo. Apesar de às vezes desconfiar que ele não exista. O fim de semana passa rápido e só fui descobrir que os dias de semana são produtivos quando comecei a trabalhar neles. Como eu sei perder tempo. Podia me graduar nisso. A TV ajudou, mas não vou gastar linhas culpando a mídia porque no que é externo é mais fácil enxergar defeitos.
Até a imagem da ampulheta sempre me impressionou, acho hipnótico aquilo, o formato, a areia, a certeza de estar olhando para o tempo passar. Aquilo me mata. É a prisão do tempo. Ao mesmo tempo adoro.
Dormir então, nossa, isso que é perda, por mais que os cientistas digam que é importante, se é pra sonhar prefiro que seja na vida real, no trânsito, no banho, no jantar, no supermercado. É melhor do que ficar só, deitado numa espuma me escondendo do mundo.
17:20
Em 18 minutos, pensei nos barulhos, nas cores, no meu avô, na minha visão de mundo, no tempo e no sono. Como cabe tanto pensamento em pouco tempo. Acho que a melhor coisa é usá-lo assim:
Em dúzias de linhas cheias de intenções, e apesar de pouco talento pra escrever o que se pensa, se faz. O que quer que seja.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Em volta de mim
Eles estão todos jogados nessas ruas sem cor, fingindo ser melhores que as abelhas. Será que sou um deles? Cada vez mais apertados em baixo da terra, nesses tubos barulhentos e opacos. Cada vez mais distantes uns dos outros com esses fios pendurados no pescoço, que sobem em direção a cabeça e tapam os ouvidos. Cada um preso na sua fuga, no som que abafa a realidade e exclui quem não tem seu próprio fio caindo sobre o ombro.
Respirar? Por enquanto dá. Comer? Já não dá mais pra saber o que a comida esconde. Tem até pó que vira sopa! E o leite virou pó! E gente morrendo de fome enquanto outras estão morrendo de tanto comer.
Ninguém se enxerga, só olha. Se em cinco minutos não se agradam, não se veem nunca mais. Se em cinco minutos se agradam, ficam mais cinco, e depois não se veem nunca mais.
O tempo é a coisa mais importante por aqui. Querem dinheiro pra ter tempo. Querem Poder pra ter tempo. Querem injeções de tempo.
E quando paro pra pensar, olho um pra tentar enxergar o todo. Esse um, que vê o todo e só enxerga a si mesmo.
Respirar? Por enquanto dá. Comer? Já não dá mais pra saber o que a comida esconde. Tem até pó que vira sopa! E o leite virou pó! E gente morrendo de fome enquanto outras estão morrendo de tanto comer.
Ninguém se enxerga, só olha. Se em cinco minutos não se agradam, não se veem nunca mais. Se em cinco minutos se agradam, ficam mais cinco, e depois não se veem nunca mais.
O tempo é a coisa mais importante por aqui. Querem dinheiro pra ter tempo. Querem Poder pra ter tempo. Querem injeções de tempo.
E quando paro pra pensar, olho um pra tentar enxergar o todo. Esse um, que vê o todo e só enxerga a si mesmo.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Investigando as entrelinhas das Investigações
Os nomes das operações da Polícia Fedral estão em evidencia tanto o quanto os investigados. Tem de tudo, desde alusões a filosofia até a maluquices sem sentido de alguém que devia estar rindo de toda a sujeira no qual se via mergulhado.
Satiagraha, além de ser um trava-língua, significa “resistência pacífica e silenciosa”. O que pretendiam dizer com isso? Que os investigados eram homens refinados, que seriam educados na hora de estender as mãos para os metais circulares do Estado?
Operação Navalha, que cortou a própria pele da polícia, quando revelou o envolvimento de vários “homens a serviço da Lei” em crimes tão baixos quanto uma navalha cortando a carne.
Operação Quixadá, nome do edifício onde “trabalhavam” os fraudadores investigados, que acaba por vir a calhar quando uns pensam que tem o direito de se apropriar do que não é seu. Segundo alguns estudiosos a palavra quixadá significa “Oh! Eu sou o Senhor”.
Operação Hipócrates, uma referência ao pai da medicina, em uma investigação que desvendou fraude em farmácias. Será que neste caso o criador do nome era intelectual?
Toque de Midas, é uma referência à lenda do Rei Midas, da Grécia, do qual se dizia que todas as coisas em que ele punha a mão se transformavam em ouro. Investigou a empresa do ex-marido da atriz(?) Luma de Oliveira(Eike Batista) que se sujou na floresta amazônica, achando que por estar no meio do mato, ninguém ia perceber seu crime.
Queria ter esse emprego: escolher nome para as operações da Polícia Federal. Os crimes estão em tantas áreas, que um redator publicitário teria muito trabalho, além de poder se divertir nas entrelinhas dos nomes que o Willian Boner falaria com tanta seriedade na TV.
Satiagraha, além de ser um trava-língua, significa “resistência pacífica e silenciosa”. O que pretendiam dizer com isso? Que os investigados eram homens refinados, que seriam educados na hora de estender as mãos para os metais circulares do Estado?
Operação Navalha, que cortou a própria pele da polícia, quando revelou o envolvimento de vários “homens a serviço da Lei” em crimes tão baixos quanto uma navalha cortando a carne.
Operação Quixadá, nome do edifício onde “trabalhavam” os fraudadores investigados, que acaba por vir a calhar quando uns pensam que tem o direito de se apropriar do que não é seu. Segundo alguns estudiosos a palavra quixadá significa “Oh! Eu sou o Senhor”.
Operação Hipócrates, uma referência ao pai da medicina, em uma investigação que desvendou fraude em farmácias. Será que neste caso o criador do nome era intelectual?
Toque de Midas, é uma referência à lenda do Rei Midas, da Grécia, do qual se dizia que todas as coisas em que ele punha a mão se transformavam em ouro. Investigou a empresa do ex-marido da atriz(?) Luma de Oliveira(Eike Batista) que se sujou na floresta amazônica, achando que por estar no meio do mato, ninguém ia perceber seu crime.
Queria ter esse emprego: escolher nome para as operações da Polícia Federal. Os crimes estão em tantas áreas, que um redator publicitário teria muito trabalho, além de poder se divertir nas entrelinhas dos nomes que o Willian Boner falaria com tanta seriedade na TV.
sábado, 11 de outubro de 2008
Uma mensagem de amor
Todo dia te olho curiosa. Tento te entender. Ainda me impressiono com sua racionalidade, sua constante mania de organização, a pouca espontaneidade. Você me cansa, exige sempre muito de mim. Revela surpresas e parece não ter vergonha de mostrar seus defeitos, tão evidentes e as vezes até brutais. Pra mim, sua beleza está nisso tudo, no fato de não ser trivial, não ser aquilo que se espera.
Quanto tempo vou ficar com você? A cada minuto testando minha resistência e mesmo assim, consigo achar que tudo isso vale a pena. Não me venha com muita frieza, porque gosto é de calor. Não se faça de muito difícil porque se não eu desisto. Não seja tão inacessível porque isso me desgasta.
Estamos juntos a mais de dois anos e mudei minha vida inteira pra fazer parte de você. Continue me conquistando que eu prometo te ‘agüentar’ por mais bom tempo.
Sei que você pode ser incrível. Já me mostrou isso muitas vezes. Seja assim: se enrolando em complexidade, nas suas várias caras, e me encantando cada vez mais. Mude e permaneça igual, porque foi por tudo isso que me apaixonei por você, São Paulo.
Quanto tempo vou ficar com você? A cada minuto testando minha resistência e mesmo assim, consigo achar que tudo isso vale a pena. Não me venha com muita frieza, porque gosto é de calor. Não se faça de muito difícil porque se não eu desisto. Não seja tão inacessível porque isso me desgasta.
Estamos juntos a mais de dois anos e mudei minha vida inteira pra fazer parte de você. Continue me conquistando que eu prometo te ‘agüentar’ por mais bom tempo.
Sei que você pode ser incrível. Já me mostrou isso muitas vezes. Seja assim: se enrolando em complexidade, nas suas várias caras, e me encantando cada vez mais. Mude e permaneça igual, porque foi por tudo isso que me apaixonei por você, São Paulo.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Bárbara
Bárbara quer os detalhes que ninguém vê. Quer sair do metrô exatamente quando vier aquele vento que entrelaça o cabelo, quando a nuvem que cobre o sol escorrega um pouco pra esquerda, e o seu ipod começa a tocar aquela música perfeita pra começar um dia, daquelas que dá vontade de sorrir e dançar.
Bárbara quer o mínimo que faz toda a diferença. Conversar com seu namorado sobre qualquer trivialidade e que ele não preste atenção em nada, a não ser nos seus lábios mexendo e nesse momento pense o quanto ela é bonita quando não se importa com sua aparência.
Bárbara gosta de quem sorri para um estranho na rua, olha um casal e pensa como eles parecem combinar tão bem. Ela desacelera quando se depara com um velhinho, porque sabe que pra ele o tempo passa em outro ritmo. Por que correr para chegar ao trabalho? Por que correr pra chegar na aula? Pra que correr se não for num parque colorido só de tons verdes ao som dos latidos de cachorros e risadas de crianças?
Bárbara consegue achar bonitas as variações de cinza que quase cobrem o céu. Consegue até não se irritar com o Banco, se o dia estiver iluminado. Sabe que amanhã pode ser um dia mais difícil que hoje, que pode ser muito cansativo e que mesmo ela sendo tão nova, pode sentir dores nos joelhos de tanto ficar sentada em frente de um computador.
Bárbara sente que se tudo pode piorar, também pode melhorar muito. Que se existem surpresas ruins, também existem as boas. Que o fim de semana passa muito rápido, mas sentir o tempo passando assim é sinal de que se está vivendo-o em toda sua intensidade. Bárbara só quer saber mesmo é de viver.
[Às minhas amigas. Nesse texto tem um pouco de cada uma de vocês]
Bárbara quer o mínimo que faz toda a diferença. Conversar com seu namorado sobre qualquer trivialidade e que ele não preste atenção em nada, a não ser nos seus lábios mexendo e nesse momento pense o quanto ela é bonita quando não se importa com sua aparência.
Bárbara gosta de quem sorri para um estranho na rua, olha um casal e pensa como eles parecem combinar tão bem. Ela desacelera quando se depara com um velhinho, porque sabe que pra ele o tempo passa em outro ritmo. Por que correr para chegar ao trabalho? Por que correr pra chegar na aula? Pra que correr se não for num parque colorido só de tons verdes ao som dos latidos de cachorros e risadas de crianças?
Bárbara consegue achar bonitas as variações de cinza que quase cobrem o céu. Consegue até não se irritar com o Banco, se o dia estiver iluminado. Sabe que amanhã pode ser um dia mais difícil que hoje, que pode ser muito cansativo e que mesmo ela sendo tão nova, pode sentir dores nos joelhos de tanto ficar sentada em frente de um computador.
Bárbara sente que se tudo pode piorar, também pode melhorar muito. Que se existem surpresas ruins, também existem as boas. Que o fim de semana passa muito rápido, mas sentir o tempo passando assim é sinal de que se está vivendo-o em toda sua intensidade. Bárbara só quer saber mesmo é de viver.
[Às minhas amigas. Nesse texto tem um pouco de cada uma de vocês]
domingo, 28 de setembro de 2008
Lugares-comuns mais que comuns:
- Artista plástico que odeia TV.
- Pedagogos que querem quebrar paradigmas.
- Caras bombados que usam correntes de prata = coleiras de cachorro.
- Rainha de bateria que namora pagodeiro.
- Apresentador de programa dominical ser chato-insuportável.
- Ter crianças no ônibus falando sem parar sempre que você tá morrendo de dor de cabeça.
- Publicitários moderninhos que só vão a lugares moderninhos.
- Publicitários (as) que querem engraçados em seus blogs. (hú)
- Pedagogos que querem quebrar paradigmas.
- Caras bombados que usam correntes de prata = coleiras de cachorro.
- Rainha de bateria que namora pagodeiro.
- Apresentador de programa dominical ser chato-insuportável.
- Ter crianças no ônibus falando sem parar sempre que você tá morrendo de dor de cabeça.
- Publicitários moderninhos que só vão a lugares moderninhos.
- Publicitários (as) que querem engraçados em seus blogs. (hú)
domingo, 21 de setembro de 2008
Não ao adeus
Foi uma surpresa. Como não percebi isso vindo na minha direção? Onde eu estava que surda e cega ignorei esse silêncio que abriu um buraco imenso entre nós? Não posso ouvir a palavra “acabou”. Não posso ouvir as palavras “nunca mais”. Não foi isso que combinamos. O trato era ser pra sempre, até morrer, até depois que morrer. Dá vontade de te bater, de me bater, de quebrar tudo. Nunca fui dessas de explodir, mas agora tenho um bom motivo pra derrubar a casa inteira, pra derrubar todas as casas da nossa rua. Eu quero falar e te convencer a ficar. Penso até em implorar, porque não conheço a palavra humilhação quando se trata de fazer você não sair pela porta. Penso em apelar pras boas lembranças, aos momentos sozinhos, viagens a dois e as piadas que só nós entendemos. Olha em volta: é o nosso mundo. Você vai deixar isso pra trás e se lançar naquele espaço lá fora? Não é seguro. Fica. Aqui você tem em cada canto um pedaço de uma vida. Em todos os detalhes somos nós. Se não está do jeito que a gente quis, foi do jeito que a gente conseguiu. Eu mudo se tiver que mudar. Ou posso continuar a mesma. Posso ficar loira, ou ruiva ou nipônica se você preferir. Eu vou emagrecer aqueles quatro quilos pra ficar mais bonita. Vou me interessar por fórmula 1 e aprender a fazer comida árabe. Vou ser tudo o que não fui e juro que não reclamo da sua mania de deixar tudo jogado pela casa. Pensa mais. E fica mais. Não me fala que o problema é você. Tudo em você é perfeito. Inclusive seus defeitos. Já tá na hora de acabar com essa brincadeira de mau gosto. Já percebi o quanto te amo e já podemos fazer as pazes. Não me sufoca mais com esse olhar de adeus e começa a rir da minha ingenuidade, de eu ter acreditado nesse seu falso discurso. E se isso tudo não for suficiente me fala o que você quer, que eu faço, peço, rezo, invoco, transformo e te seguro, mais um pouco aqui dentro, nesse nosso mundo.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A criatividade da comunicação 'amadora' II
Hoje vi uma placa incrível bem perto de onde trabalho:
Copiadora x (é x mesmo)
"As idéias originais nascem aqui."
Me pergunto: Como numa copiadora se cria algo original?!
Copiadora x (é x mesmo)
"As idéias originais nascem aqui."
Me pergunto: Como numa copiadora se cria algo original?!
O Pequeno Príncipe perdido no (Miss) universo
Nutri desde cedo um preconceito com o Pequeno príncipe. Ele me parecia um lorinho bobo, fora da minha realidade, metrosexual demais (numa época em que isso nem existia). Mas principalmente não gostava dele porque era o livro mais citado entre os concursos de Miss.
Também tinha (e confesso que tenho ainda) preconceito com esses concursos. Pelo simples fato de serem superficiais, não terem a mínima relevância pra vida de ninguém, a não ser pra vida das mocinhas que dele participam (se bem que até disso eu chego a duvidar). Mas entendo que concursos fazem parte dessa mania dos homens de escolher sempre os melhores, mais fortes, mais bonitos, os mais inteligentes, fazer rankings e listas de tudo.
E por tudo isso nunca li o livro. Na verdade até o ano passado, quando trabalhei numa livraria e resolvi que era hora de encarar o livro preferido das Misses. E que surpresa: Grande livro. Imenso. De significado, de beleza, de ensinamento.
Por que ele é tão citado por ‘moças ocas’ então? Elas entenderam esse livro tão cheio de metáforas e entrelinhas? Conseguiram tirar dele todo o seu real conteúdo? Subestimei as moças-sempre-sorridentes só por se colocarem numa avaliação puramente estética, ou elas é que gostam dele só por ser lorinho, bobinho perdidinho no universo?
Não tenho a resposta. Não espero ter. Com essa história só aprendi que nem todas essas garotas lindas são ‘farinha do mesmo saco’, nem todos os livros devem ser julgados pela capa e que todo o príncipe deve ser meio estranho mesmo (!).
Também tinha (e confesso que tenho ainda) preconceito com esses concursos. Pelo simples fato de serem superficiais, não terem a mínima relevância pra vida de ninguém, a não ser pra vida das mocinhas que dele participam (se bem que até disso eu chego a duvidar). Mas entendo que concursos fazem parte dessa mania dos homens de escolher sempre os melhores, mais fortes, mais bonitos, os mais inteligentes, fazer rankings e listas de tudo.
E por tudo isso nunca li o livro. Na verdade até o ano passado, quando trabalhei numa livraria e resolvi que era hora de encarar o livro preferido das Misses. E que surpresa: Grande livro. Imenso. De significado, de beleza, de ensinamento.
Por que ele é tão citado por ‘moças ocas’ então? Elas entenderam esse livro tão cheio de metáforas e entrelinhas? Conseguiram tirar dele todo o seu real conteúdo? Subestimei as moças-sempre-sorridentes só por se colocarem numa avaliação puramente estética, ou elas é que gostam dele só por ser lorinho, bobinho perdidinho no universo?
Não tenho a resposta. Não espero ter. Com essa história só aprendi que nem todas essas garotas lindas são ‘farinha do mesmo saco’, nem todos os livros devem ser julgados pela capa e que todo o príncipe deve ser meio estranho mesmo (!).
domingo, 14 de setembro de 2008
A criatividade da comunicação ‘amadora’
Uma das melhores coisas para se ver numa cidade são os nomes de lojas e seus respectivos logos. Dos melhores aos mais toscos (principalmente esses).
Nas minhas viagens já vi coisas memoráveis, até anotava num caderno pra não esquecer de contar a história depois. Perdi o caderno, mas alguma coisa ficou na memória. Em Fortaleza me deparei, em uma única avenida, com pérolas de criatividade como a Funerária Opção e Madeireira Casa dos tijolos. A poucos dias vi o nome de um posto de gasolina no mínimo curioso: Posto Algo mais. A primeira coisa que pensei foi que o algo mais era a gasolina adulterada.
Essa semana enquanto brigava com sono pra conseguir atravessar a rua, e seguir pra mais um dia de trabalho, li a placa: Lava rápido: ducha com neve e cera. Neve? Nossa, eu nunca vi neve e nem sabia que tinha do lado da minha casa!
O mais singelo nome que já vi foi de um boteco (é mais uma birosca, como falamos em Belém) no fim da favela Heliópolis, num pedaço de madeira usado como placa, escrito com um giz azul: Cantinho da cirrose. Que meigo! É uma paixão tão grande pela birita, que até reserva um cantinho especial pra cirrose! Impagável. O nome de “bar” mais engraçado que já vi na vida.
Nada como esbarrar com a criatividade e humor (pra não dizer falta de noção) dos comerciantes. Às vezes erram, às vezes acertam. O que não deixam de fazer é alegrar os dias de quem enxerga esses ‘detalhes’ preciosos em meio ao caos das cidades.
Nas minhas viagens já vi coisas memoráveis, até anotava num caderno pra não esquecer de contar a história depois. Perdi o caderno, mas alguma coisa ficou na memória. Em Fortaleza me deparei, em uma única avenida, com pérolas de criatividade como a Funerária Opção e Madeireira Casa dos tijolos. A poucos dias vi o nome de um posto de gasolina no mínimo curioso: Posto Algo mais. A primeira coisa que pensei foi que o algo mais era a gasolina adulterada.
Essa semana enquanto brigava com sono pra conseguir atravessar a rua, e seguir pra mais um dia de trabalho, li a placa: Lava rápido: ducha com neve e cera. Neve? Nossa, eu nunca vi neve e nem sabia que tinha do lado da minha casa!
O mais singelo nome que já vi foi de um boteco (é mais uma birosca, como falamos em Belém) no fim da favela Heliópolis, num pedaço de madeira usado como placa, escrito com um giz azul: Cantinho da cirrose. Que meigo! É uma paixão tão grande pela birita, que até reserva um cantinho especial pra cirrose! Impagável. O nome de “bar” mais engraçado que já vi na vida.
Nada como esbarrar com a criatividade e humor (pra não dizer falta de noção) dos comerciantes. Às vezes erram, às vezes acertam. O que não deixam de fazer é alegrar os dias de quem enxerga esses ‘detalhes’ preciosos em meio ao caos das cidades.
sábado, 13 de setembro de 2008
11/09 e a imagem do novo século
O onze de setembro passou, e eu passei alheia a ele. Só me toquei dois dias depois, porque li as pessoas relembrando e comentando de tudo um pouco. Os fatos (e fotos) falam por si? As imagens são impressionantes, das mais marcantes (se não a mais) do século passado. Quais serão as imagens mais incríveis teremos deste século que está quase completando a primeira década? Alguém se habilita a imaginar-prever-chutar?
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Um rebanho burro (ou surdo)
Um dos lugares onde me sinto mais animal (não como a expressão para ‘bacana’ da década de 90) é o metrô. Tanta gente com pressa tendo que:
-Fazer fila pra escada rolante;
-Ficar parado atrás da fixa amarela, e bem em frente onde a porta do metrô pàra;
- Não entrar nem sair após o sinal;
- Carregar a mochila na frente do corpo;
- Ir para o corredor;
- Não impedir a entrada e saída dos usuários;
- Não sentar nos bancos de cor cinza;
- Abaixar o som do mp3.
São tantos outros comandos que como o gado confinado, ou uma turma de pré-escola, tenta caminhar numa organização a-normal. O mais incrível é que ninguém colabora com as “instruções” ditas por vozes autoritárias. O rebanho paulistano é burro ou surdo? Ou gosta mesmo é de transgredir?
Animal que é animal não obedece ninguém. É assim com o meu boxer, é assim com o povo do metrô. Gente que trabalha muito bem arrumada, na Paulista (ui) mas vira bicho quando chega o fim do dia.
-Fazer fila pra escada rolante;
-Ficar parado atrás da fixa amarela, e bem em frente onde a porta do metrô pàra;
- Não entrar nem sair após o sinal;
- Carregar a mochila na frente do corpo;
- Ir para o corredor;
- Não impedir a entrada e saída dos usuários;
- Não sentar nos bancos de cor cinza;
- Abaixar o som do mp3.
São tantos outros comandos que como o gado confinado, ou uma turma de pré-escola, tenta caminhar numa organização a-normal. O mais incrível é que ninguém colabora com as “instruções” ditas por vozes autoritárias. O rebanho paulistano é burro ou surdo? Ou gosta mesmo é de transgredir?
Animal que é animal não obedece ninguém. É assim com o meu boxer, é assim com o povo do metrô. Gente que trabalha muito bem arrumada, na Paulista (ui) mas vira bicho quando chega o fim do dia.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Coisas idiotas que eu (e você) já tive(mos) vontade de fazer:
- Pular no trilho do metrô.
- Pular do último andar do prédio.
- Se jogar do barco em movimento no meio do rio.
- Derrubar uma bandeja cheia de copos e/ou pratos.
- Jogar um copo de whisque na cara de alguém (como nos filmes).
- Ir num show do Asa de águia (essa é sacanagem, e seria pior de todas).
Obs> Não, eu não sou suicida, sou apenas curiosa.
- Pular do último andar do prédio.
- Se jogar do barco em movimento no meio do rio.
- Derrubar uma bandeja cheia de copos e/ou pratos.
- Jogar um copo de whisque na cara de alguém (como nos filmes).
- Ir num show do Asa de águia (essa é sacanagem, e seria pior de todas).
Obs> Não, eu não sou suicida, sou apenas curiosa.
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